Alameda Barão de Penedo

Ao longo do canal nasce musgo.
O jornal embrulhava a voz do peixeiro:
perna de moça freguesa!
O surdo-mudo estendia a mão úmida
e os girinos nadavam no copo.
E a árvore um enorme tinteiro,
manchava a calçada de jambolões.

Ao longo do canal nasce musgo.
O monsenhor trazia um santo para cada dia
mas só depois que beijassem seu anel.
O homem da bicicleta mostrava o pinto
e as meninas corriam de medo.
E a árvore um enorme tinteiro,
manchava a calçada de jambolões.

Ao longo do canal ainda nasce musgo, usos e frutos acabam como em todo o lugar.

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